Objetivos
Em territórios como a raia ibérica, apesar de os recursos serem limitados, existe muito potencial para o desenvolvimento económico, social e cultural. O projeto FAR PAX pretende, através do património outrora militar da raia, criar uma estratégia de desenvolvimento que envolva inovação, preservação, sensibilização e capacitação, e que também melhore o turismo temático na região.
Assim, o projeto usa o património para aproximar dois povos que, no passado, foram inimigos e ajudar no desenvolvimento de territórios com poucas oportunidades.
O FAR PAX trabalha com as comunidades locais, ajudando na formação de profissionais. Também envolve turistas e cuida da preservação do Património Cultural. Entre as suas ações destacam iniciativas como a modernização dos sistemas de monitorização das fortalezas, a integração de novas tecnologias nos espaços museológicos, a realização de ações de conservação e restauro com a participação das comunidades locais, e a oferta de formação para profissionais das áreas de Património Cultural e Turismo, incentivando a participação das comunidades.
O projeto baseia-se em projetos anteriores entre os municípios de Portugal e Espanha e num projeto dos últimos 5 anos com os 3 municípios portugueses. O objetivo é continuar o trabalho feito e expandir para uma área maior, com crescimento sustentável. O turismo cultural e natural será importante para garantir que o projeto dure.
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As Fortalezas Abaluartadas da Raia são um exemplo de como se combinaram as técnicas de ataque e defesa, com conhecimentos de várias origens e o apoio das políticas Portuguesa e Espanhola. Hoje, elas representam uma fronteira de paz e mostram o esforço dos dois países em preservar o território e a soberania.
Estas fortificações enfrentam vários problemas, como o desgaste, a dificuldade de acesso, a necessidade de melhorar a explicação do património e a urgência de promover o turismo sustentável. O desgaste, as mudanças climáticas e a falta de manutenção tornam tudo mais difícil, e o acesso a estes locais é complicado devido a infraestruturas inadequadas, acesso restrito e falta de informação, o que dificulta a experiência dos visitantes. Encontrar um equilíbrio entre preservar a história das fortificações, torná-las interessantes para os visitantes e garantir que sejam usadas de forma sustentável precisa de um bom planeamento e estratégia. Também é preciso envolver todos os envolvidos e oferecer bons serviços aos visitantes.
É neste contexto que os municípios de Almeida, Ciudad Rodrigo, Marvão, Valença e Tui, entidades que conhecem bem aș necessidades locais, têm trabalhado em conjunto para conservar e valorizar este património único da paisagem militar de fronteira.
A estratégia, que visa garantir a sustentabilidade futura, tem como objetivo garantir a preservação dos edifícios, envolver a comunidade local e os profissionais para que aprendam mais sobre o património cultural, e, por fim, tornar esses lugares mais atrativos para o turismo, melhorando os caminhos já existentes ou criando novos para que as pessoas possam visitar as diferentes fortificações sozinhas ou com guia.