- Cofinanciado pela União Europeia através do programa Interreg Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027
- VER notícias do FIREPOCTEP+, operação de importância estratégica do POCTEP
FIREPOCTEP+, operação de importância estratégica do POCTEP 2021-2027, leva os seus resultados ao Parlamento Europeu. Juan Picos Martín, professor de Engenharia Florestal na Universidade de Vigo, entidade beneficiária principal do projeto, participará como orador no workshop “Soluções Baseadas na Natureza contra os Incêndios Florestais” no dia 12 de maio de 2026.
O evento, cuja agenda pode ser descarregada neste link, tem como objetivo destacar o papel destas soluções na prevenção e gestão de incêndios florestais, apresentar projetos de sucesso desenvolvidos na Europa, identificar enquadramentos políticos e mecanismos de financiamento para a sua aplicação a nível local e gerar recomendações concretas para reforçar a resiliência e a segurança das comunidades.
A participação do projeto permitirá dar visibilidade ao trabalho desenvolvido no âmbito do FIREPOCTEP+ na fronteira Espanha-Portugal, com financiamento da União Europeia através do programa Interreg Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, e partilhar experiências relevantes no domínio da prevenção de incêndios florestais.
“Faixas corta-fogo produtivas”
O FIREPOCTEP+ combina a gestão do território com a prevenção de incêndios através de intervenções em zonas estratégicas, como as faixas corta-fogo produtivas e a promoção de sistemas agroflorestais como os castanheiros. Estas medidas integram o uso económico do território com a redução da carga de combustível vegetal, reforçando a resiliência da paisagem face aos incêndios florestais.
Como exemplo prático, recentemente o projeto impulsionou em Piornal iniciativas de gestão da paisagem como os castanheiros para produzir e prevenir incêndios e o desenvolvimento de uma faixa corta-fogo produtiva, que combinam a prevenção de incêndios com a atividade económica local.
Estas intervenções transformam áreas florestais em zonas geridas através de usos como o pastoreio ou culturas agrícolas, ao mesmo tempo que recuperam usos tradicionais do território e geram atividade rural. Tudo isto contribui para reduzir a carga de combustível vegetal e reforçar a prevenção de incêndios numa abordagem sustentável.